quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Esse Temer...


Em visita aos Estados Unidos, Temer foca em atrair investidores
Publicado em 25/09/2018 - 21:20
Por Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil* Atlanta (EUA)




Na rápida viagem de dois dias a Nova York, para sua última participação como presidente do Brasil nas Nações Unidas (ONU), Michel Temer abriu espaço em sua agenda para compromissos não só focados na política, mas também na economia. "Tive um dia agitado, mas construtivo, produtivo", definiu, hoje (25) à tarde.

Temer procurou atrair os investidores americanos, mostrando que, apesar da incerteza do cenário eleitoral, as reformas realizadas pelo seu governo, como teto dos gastos públicos e modernização trabalhista, já estão gerando melhorias. Ele também revelou que votar a reforma da Previdência é uma meta nestes meses finais.  

"Eu dei esta mensagem para incentivar os empresários americanos a investir. Não se preocupem porque quem chegar terá de continuar", explicou. 

Na segunda-feira (24), Temer recusou o convite para um jantar que contaria com a presença do presidente norte-americano Donald Trump. O tom do discurso do presidente brasileiro na ONU, que condenou o unilaterismo, a intolerância e o isolacionismo, se opõe ao que tem defendido a política externa de Trump.  A assessoria de imprensa do presidente Temer não informou o motivo da recusa. 

O presidente Temer deu uma entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) logo após o discurso nas Nações Unidas. Ele comentou ter sido elogiado por seu discurso e disse acreditar que atualmente alguns países tem escolhido o viés isolacionista, em detrimento do caminho do diálogo e da diplomacia.

"Eu percebi, pelos cumprimentos que recebi, que o tom do meu discurso agradou. Acabei tocando em temas que afligem a toda a humanidade", comentou. 

Após sua participação na abertura da Assembleia Geral da ONU, Temer reuniu-se com o presidente da Colômbia, Ivan Duque. No encontro bilateral, os dois líderes conversaram sobre a relação comercial e o fluxo migratório na América do Sul, com enfoque na crise humanitária na Venezuela. Temer comentou sobre os esforços do Brasil para acolher imigrantes.

Por último, antes de voar de volta para o Brasil (às 3h no horário de Brasília), o presidente brasileiro se reuniu com seus colegas da Argentina, Mauricio Macri, Paraguai, Tabare Vázquez e Uruguai, Mario Benitez. Foi um rápido encontro do Mercosul. 

 O presidente da República Michel Temer participa de almoço com empresários em Nova Iorque - Cesar Itibere/PR

*Com informações da redação da Agência Brasil, em Brasília
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Edição: Sabrina Craide


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Saúde no Brasil


Ministério quer vacinar mais de 20 milhões de adolescentes contra HPV
Publicado em 04/09/2018 - 14:13
Por Débora Brito - Repórter da Agência Brasil Brasília



O Ministério da Saúde iniciou hoje (4) uma campanha publicitária para impulsionar a vacinação de adolescentes contra o HPV. A convocação tem como alvo 20,6 milhões de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem ir aos postos de saúde para se imunizar pela primeira vez ou tomar a segunda dose da vacina e completar a proteção contra o HPV.

O vírus HPV (Papilomavírus Humanos) é sexualmente transmissível e infecta pele e mucosas da boca ou das áreas genital e anal provocando verrugas e diferentes tipos de cânceres em homens e mulheres (cólo do útero, anal, pênis, vagina, orofaringe).  
Segundo o ministério, cerca de 30% dos tumores provocados por vírus no mundo são causados pelo HPV.

Para esta nova etapa da campanha, foram investidos R$ 567 milhões para adquirir 14 milhões de vacinas. Na etapa anterior, mais de 63% das meninas de 9 a 14 anos já foram imunizadas com a primeira dose e 41% das crianças receberam a segunda dose.
No caso dos meninos, cerca de 2,6 milhões receberam a primeira dose (35,7% do público-alvo), e 911 mil (13%) já receberam a segunda dose.

Duas doses
O Ministério da Saúde alerta que a cobertura contra o HPV só está completa com as duas doses. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina é de seis meses.

A pasta assegura que a vacina não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

A vacinação tem impacto significativo na redução da incidência do HPV, como nos Estados Unidos, que reduziram em 88% as taxas de infeção oral pelo vírus com imunização, disse o Ministério da Saúde.

Esclarece ainda que a vacina não é eficaz para tratamento de infecções ou lesões por HPV já existentes.

A campanha deste ano tem como tema “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV” e será veiculada até 28 de setembro por meio de várias peças.

As escolas receberão material informativo para que professores, alunos e familiares possam debater sobre as doenças.

No Brasil, estima-se que a prevalência do HPV é de 54,3%, sendo que mais de 37% têm HPV de alto risco para câncer, de acordo com pesquisa preliminar feita pelo Ministério da Saúde, universidades e secretarias municipais de saúde das capitais.

Os resultados finais deste estudo serão divulgados até o fim do ano.
Edição: Kleber Sampaio