quinta-feira, 25 de abril de 2019

Fome ameaça Moçambique


Fome ameaça Moçambique depois de ciclone destruir plantações

Por Stephen Eisenhammer 01/04/2019








Mulheres passam por plantação destruída por ciclone em Beira, Moçambique
© Reuters/MIKE HUTCHINGS Mulheres passam por plantação destruída por ciclone em Beira, Moçambique

Fulai Joaquim tem alimento suficiente para alimentar seus 10 filhos por mais uma semana, talvez duas. Depois, disse, está nas mãos de Deus.Um ciclone devastou sua plantação de mandioca e deixou as raízes apodrecendo no campo, e as enchentes que se seguiram varreram seu milho.

"Muitas lágrimas", disse Joaquim, de 45 anos, caminhando pelos pequenos lotes de terra que abrigam as casas de barro e estacas de Nhampuepua, também destruídas pela tempestade. "Todos estão famintos".

Centenas de comunidades rurais mergulharam em uma crise alimentar depois que o ciclone Idai arrasou o centro de Moçambique em 14 de março, disseram agentes humanitários. 

O governo estima que mais de 700 mil hectares de terras de cultivo foram inundados, deixando agricultores sem nada para colher.Mais de 750 pessoas foram mortas pela tempestade e por chuvas intensas que atingiram o sul africano pouco antes do ciclone.

Duas semanas depois, à medida que as operações de busca e resgate diminuem, o foco se transfere para o sustento dos sobreviventes.As importações de milho de Moçambique podem ser o dobro das 100 mil toneladas de costume neste ano, disse Wandile Sihlobo, economista da associação sul-africana de agronegócio Agbiz. Ainda não se sabe como isso pode impactar os preços.

"No quesito segurança alimentar, foi devastador", disse Lola Castro, diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para o sul da África, à Reuters no aeroporto da cidade portuária de Beira, atingida pelo ciclone.

"Temos que acelerar o atendimento rápido".O PMA já levou comida a cerca de 200 mil moçambicanos e pretende socorrer um milhão na próxima quinzena, disse Lola.Mas isso não basta. Os agricultores também precisam de sementes para replantar o mais rápido possível."Isso é para ontem", acrescentou Lola

.A tempestade não poderia ter vindo em um momento pior: pouco antes da principal colheita de milho, a mais importante da região.Em incontáveis vilarejos, a Reuters viu famílias tentando desesperadamente secar espigas de milho ainda verdes retiradas das águas das enchentes, mas os moradores disseram que comê-las os está adoecendo.
(Reportagem adicional de Tanisha Heiberg em Johanesburgo)


sábado, 6 de abril de 2019

França


França quer proteger suas commodities do Mercosul, diz Bolsonaro
Publicado em 05/04/2019 - 19:08
Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou otimismo com a assinatura de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, mas citou a resistência da França em relação à eventual redução de tarifas para o comércio de commoditiesentre os dois blocos. "A questão do Mercosul com a Europa, a França que está dando contra, porque ela quer proteger as suas commodities. Se chegar num meio termo, a gente assina o Mercosul com a Europa, sem problema nenhum", afirmou hoje (5) em entrevista no Palácio do Planalto, após participar da inauguração do espaço de atendimento da Ouvidoria da Presidência da República. 

A União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e Venezuela, que está temporariamente suspensa) negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão, principalmente, da resistência de setores industriais e agrícolas dos dois lados. Os agricultores franceses têm sido um dos grupos que mais se opõem à celebração de um acordo entre os dois blocos, por temerem a concorrência da carne brasileira em solo europeu.
O presidente Jair Bolsonaro preside a solenidade de cumprimentos aos novos Oficiais Generais promovidos das Forças Armadas ao Presidente da República, no Palácio do Planalto, serão condecorados com a medalha da Vitória e a medalha Militar                                   Presidente Jair Bolsonaro - Antonio Cruz/Agência Brasil
Comunidade árabe
Bolsonaro também confirmou que deve visitar dois ou três países árabes no segundo semestre e ressaltou que seu governo quer priorizar o estabelecimento de relações comerciais com todos os países. "A comunidade árabe é muito grande, votaram em mim em grande parte. Eu quero fazer negócio com o mundo todo. Acabou o viés ideológico", disse.
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Edição: Carolina Pimentel
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